EL ESCUDO CONSTITUCIONAL CONTRA EL FORMALISMO: LA BUENA FE OBJETIVA COMO LÍMITE AL ABUSO CONTRACTUAL EN LOS PLANES DE SALUD (ANÁLISIS DE CASO 2024/2025)

Autores/as

  • Beatriz Jacinto Xavier
  • Pedro Henrique Moreira Simões

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-112

Palabras clave:

Buena Fe Objetiva, Deber de Lealtad, Contratos de Atención Médica, Función Social del Contrato, Derechos Fundamentales, Eficacia Horizontal

Resumen

Este artículo científico analiza la observancia imperativa de la buena fe objetiva (artículo 422 del Código Civil brasileño) y el deber de lealtad en las relaciones contractuales de seguros complementarios de salud, desde la perspectiva de la función social del contrato (artículo 421 del Código Civil brasileño) y la efectividad horizontal de los derechos fundamentales, en particular el derecho a la salud y la dignidad de la persona humana. El estudio demuestra que la naturaleza esencial del contrato de seguro de salud impone una reinterpretación del Derecho Contractual, limitando la autonomía privada de los operadores. La buena fe objetiva se examina en su función integradora (creación de deberes auxiliares, como informar y cooperar) y, sobre todo, su función limitadora (control del abuso), actuando como escudo protector contra el ejercicio desproporcionado de los derechos. Esta investigación se centra en la jurisprudencia reciente (2024/2025) del Tribunal Superior de Justicia (STJ), que utiliza este principio para frenar prácticas abusivas, como la rescisión unilateral de contratos colectivos para usuarios sometidos a tratamientos médicos vitales (venire contra factum proprium) y la falta de transparencia en los ajustes debido a la experiencia de reclamaciones. Concluye que la aplicación de esta tríada de principios es crucial para garantizar un acceso justo e igualitario a la atención médica, transformando la relación contractual en un instrumento para la realización de la dignidad humana y mitigando el formalismo contractual frente a los valores constitucionales.

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Publicado

2026-01-23

Cómo citar

Xavier, B. J., & Simões, P. H. M. (2026). EL ESCUDO CONSTITUCIONAL CONTRA EL FORMALISMO: LA BUENA FE OBJETIVA COMO LÍMITE AL ABUSO CONTRACTUAL EN LOS PLANES DE SALUD (ANÁLISIS DE CASO 2024/2025). Revista De Geopolítica, 17(1), e1361. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-112