HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE CAUSAS, DIAGNÓSTICO E ESTRATÉGIAS DE MANEJO — UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-108Palavras-chave:
Hipertensão Resistente, Causas, Diagnóstico, ManejoResumo
Introdução: A hipertensão arterial resistente (HAR) é uma condição clínica multifatorial de elevada complexidade, caracterizada pelo desafio no controle pressórico e alto risco cardiovascular. Objetivo: Analisar as principais causas, critérios diagnósticos e estratégias de manejo da HAR à luz das evidências científicas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de abordagem qualitativa, com busca sistematizada em bases de dados no período de 2015 a 2025. Após triagem rigorosa de 3.030 publicações, 10 estudos foram selecionados para a amostra final por atenderem aos critérios de elegibilidade e relevância. Resultados: Os estudos evidenciam que a HAR está associada a fatores biológicos e comportamentais, como obesidade e baixa adesão ao tratamento, além de lesões em órgãos-alvo como hipertrofia ventricular esquerda e doença renal crônica. A diferenciação entre resistência verdadeira e pseudorresistência (efeito do avental branco e falhas técnicas) é etapa fundamental do diagnóstico. Conclusão: O manejo eficaz requer a otimização farmacológica — com destaque para a espironolactona como quarta linha — aliada a intervenções no estilo de vida e abordagem multiprofissional.
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