CANABIDIOL, TRASTORNO DEL ESPECTRO AUTISTA Y TERRITORIO: DESIGUALDADES SOCIOESPACIALES EN EL ACCESO A LA ATENCIÓN SANITARIA EN BRASIL

Autores/as

  • Tania Ferreira de Souza Longo
  • Alex Bruno Silva Costa
  • Ana Rosa Rodrigues de Souza
  • Eloyl Aparecido Cintra Franco
  • Lourena de Araújo Félix
  • Tatiane Cristina de Souza
  • Yara Emy Yoshida
  • Evaldo Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-017

Palabras clave:

Trastorno del Espectro Autista, Cannabidiol, Territorio, Geografía de la Salud

Resumen

El trastorno del espectro autista (TEA) es una afección del desarrollo neurológico que, además de los retos clínicos, pone de manifiesto las desigualdades socioespaciales en el acceso a la atención sanitaria. En este contexto, el uso del cannabidiol (CBD) ha surgido como una alternativa terapéutica complementaria en el manejo de los síntomas conductuales y las comorbilidades asociadas al TEA, como la ansiedad, los trastornos del sueño, la irritabilidad y la epilepsia. Desde la perspectiva de la geografía de la salud, el presente artículo tiene como objetivo analizar de qué manera el uso del cannabidiol puede contribuir a mejorar la calidad de vida de las personas con TEA, teniendo en cuenta no solo sus efectos clínicos, sino también los condicionantes territoriales, sociales y normativos que influyen en el acceso al tratamiento. La investigación adopta como metodología una revisión bibliográfica de carácter descriptivo y analítico, configurada como una revisión narrativa, basada en artículos científicos, disertaciones, tesis y documentos oficiales publicados entre 2010 y 2023 en las bases SciELO, PubMed, Biblioteca Virtual en Salud (BVS), LILACS y Cochrane Library, además de las normativas de la Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA). El análisis consideró las evidencias clínicas sobre el uso del CBD en niños con TEA y dialogó con referencias de la Geografía, especialmente en lo que se refiere a las desigualdades territoriales en el acceso a las políticas públicas de salud. Os resultados indicam que o canabidiol apresenta potencial terapêutico relevante na atenuação de sintomas associados ao TEA, com melhora relatada na qualidade de vida das crianças e de suas famílias. Contudo, a literatura evidencia limitações metodológicas, escassez de ensaios clínicos de longo prazo e barreiras regulatórias e econômicas que restringem o acesso ao tratamento, sobretudo em contextos territoriais mais vulneráveis. Conclui-se que o uso do canabidiol no TEA deve ser compreendido como uma questão que articula saúde, território e políticas públicas, demandando o fortalecimento da produção científica, a ampliação de pesquisas clínicas e a formulação de estratégias que promovam maior equidade no acesso ao cuidado em saúde.

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Publicado

2026-01-12

Cómo citar

Longo, T. F. de S., Costa, A. B. S., de Souza, A. R. R., Franco, E. A. C., Félix, L. de A., de Souza, T. C., Yoshida, Y. E., & Ferreira, E. (2026). CANABIDIOL, TRASTORNO DEL ESPECTRO AUTISTA Y TERRITORIO: DESIGUALDADES SOCIOESPACIALES EN EL ACCESO A LA ATENCIÓN SANITARIA EN BRASIL. Revista De Geopolítica, 17(1), e1233. https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-017