PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR: DECOLONIALIDADE, ASPECTOS DE GÊNERO E RAÇA E AS PERCEPÇÕES DE UNIVERSITÁRIOS DE UMA UNIVERSIDADE PUBLICA E UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO RIO DE JANEIRO
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-045Palavras-chave:
Ensino Superior, Permanência, Evasão, Raça, GêneroResumo
Este artigo objetiva desenvolver um debate teórico sobre alguns aspectos relevantes no debate sobre a decolonialidade, permanência no ensino superior, os aspectos raciais e de gênero e as percepções de dois grupos de universitários, o primeiro de uma instituição pública e o segundo de uma instituição privada tem sobre permanência e aspectos raciais e de gênero. Para tanto o artigo se debruçou no debate teórico de alguns temas centrais para esse debate como: a) A decolonialidade e o Ensino Superior; b) A raça/cor e o ensino superior: aspectos da permanência e da evasão; c) O gênero e o ensino superior: aspectos da permanência e da evasão; d) A percepção sobre permanência abordando os aspectos de gênero e raça de universitários de uma instituição pública de modelo presencial; e) A Percepção sobre permanência abordando gênero e raça de universitários de uma instituição privada de modelo EAD. Para tanto, a metodologia utilizada foi de caráter qualitativo, além da análise bibliográfica foi realizada a aplicação de questionário on line primeiro com 27 perguntas em 11 universitários de uma instituição de ensino superior pública do município do Rio de Janeiro. Segundo foi realizada a aplicação de questionário on line com 22 perguntas em 22 universitários de uma instituição de ensino superior privada do município do Rio de Janeiro. Primeiro, a universidade contemporânea continua ancorada em uma matriz de colonialidade do poder e do saber; Segundo, a discussão sobre raça/cor e ensino superior mostrou que as desigualdades raciais não se esgotam na questão do acesso; Terceiro, o debate sobre gênero e ensino superior revelou que a ampliação da presença feminina nas universidades convive com dinâmicas persistentes de sexismo e racismo/sexismo epistêmico; Quarto, Ao assumir a decolonialidade, a raça/cor e o gênero como categorias analíticas estruturantes, o trabalho se alinha a um projeto de universidade comprometido com justiça cognitiva e socia; Por fim, na percepção dos estudantes de ambos os grupos, o racismo e sexismo estão presentes no ensino superior e são fatores que levam a evasão, sendo que eles afirmam que propostas devem ser criadas e aplicadas pelas universidades para combater essas situações iniciando com debates e inclusão desses temas nas disciplinas universitárias e indo até a punição e criminalização daqueles que são racistas e sexistas.
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